Treze de maio, tarde quente e eu super gelada. Fazia um sol do caralho, lá fora. Aqui dentro um frio danado. Você que está acostumado a ler esses romances bobos e esses clichês patéticos deve estar pensando que estou falando do meu coração, alma ou coisa assim, né? Não. Falo do meu quarto mesmo. Tive que me mudar, em 2008, por causa de um acontecimento que eu não gosto muito de lembrar. Enfim, minha casa antiga era grande, porém bem quente. Já essa é pequena, e bem geladinha. É até bom de madrugada, sentir aquele friozinho entrando por entre as frestas da janela, mas a tarde é realmente um saco. Minha mãe gasta todas as palavras que ela conhece pra me fazer sair do quarto, e eu perco toda a minha paciência. “Mari, dá pra sair desse quarto? Cheia de casacos, reclamando de frio, mas não vai lá pra fora pegar um sol. Onde já se viu isso…” “Ai mãe, não começa, por favor. É sempre assim!” “É, é sempre assim. Você acorda, e dali 15 minutos já está nesse computador. Quero só ver as notas do bimestre.” Quando ela diz essas coisas, em relação as notas, é como se um balãozinho daqueles de pensamento brotasse em cima da minha cabeça, escrito “coitada!”. Coitada mesmo é de mim, que estou com nota vermelha em praticamente todas as matérias. Talvez esse mesmo, culpa desse maldito computador…
Anoitece, o frio piora, e… Eu ainda não saí do computador. Não me pergunte a graça que eu vejo, porque nem você mesmo sabe. Eu sei que não sou a única adolescente que prefere ficar lendo alguma coisa ou conversando com amigo virtual do que ir pra alguma festa beber todas e acabar dando pra qualquer um. Resolvi dar; mas sim, uma voltinha na rua. Minha mãe continuava falando e, pra gente não brigar feio, prefiro deixá-la falando sozinha. Sentei num muro alto, perto de um ponto de ônibus. Foi nele que eu me apoiei pra subir. Ele era meio largo, dava pra deitar. Nunca tive medo de altura, muito menos de cair. Fiquei uns vinte minutos observado as estrelas, até que alguém puxou a minha perna. “Cuidado! Vai cair aí ein.” — Dei meio que um pulo. Não com o susto da pessoa puxando a minha perna, e sim com a gargalhada estridente dela em seguida. Olhei pra baixo e vi um garoto, nunca havia o visto antes, e, acho que ele nunca havia me visto também. “Ha-ha-ha. Que engraçado você.” — Eu disse, já descendo do muro e me sentando no ponto. — “Desculpa, só quis brincar.” “A gente não costuma brincar com quem não conhecemos.” “E se eu dissesse que já te conheço?” — Ele disse, se sentando ao meu lado. Eu resolvi entrar na dele… “Ah, sério? E como eu nunca te vi?” “Eu costumo te vigiar escondido.” “Hm, tá. E há quanto tempo tem me vigiado?” “Uns dias. Você sempre aí, vendo as estrelas. Não sei que graça você vê nisso!” “Não sei que graça você vê em me vigiar.” “Nunca teve graça em vigiar você; mas hoje teve, quando puxei sua perna.” — Ele chega mais pra perto. — “Eu tenho uma doença altamente contagiosa, então sugiro que saia de perto de mim” “Qual? “Tenhunamoradus”… Essa é muito contagiosa!” — Ele sorri. E eu também. — “Não. Não tenho namorado e nem quero ter. E, não pergunte o porque, não quero estender essa conversa.” “Tá bom, não digo mais nada.” “Eu disse a conversa em relação ao namoro, não disse que era pra ficar quieto!” “Mas mesmo assim, não posso dizer mais nada. Preciso ir.” “É… Eu também!” “Vai me dizer o seu nome ou fica pra próxima!” “Ou” — Gargalhei. — “Não entendi…” “Quis dizer que não vou dizer meu nome, e que não vai ter próxima também.” — Menti. Mas o ônibus estava vindo, creio eu o que ele ia pegar. Levantei, dei tchau, e fui andando devagar pro caminho de casa, na esperança de que ele talvez me pedisse pra ficar. Ele não pediu. Então resolvi tirar uma dúvida. — “Ei me diz uma coisa, bem rápido.” “Fala…” “Por que mentiu?” “Menti o que?” “Disse que vem me vigiar quando eu venho olhar as estrelas, mas essa foi a primeira vez que eu apareci aqui.” “Você é idiota ou só se faz?” — Virei as costas. De ignorante na porra toda já basta eu. Ele gritou. — “Olha, eu fiz isso só pra poder te prender aqui entende, e, deu certo. Você conversou comigo, conversou com um estranho, com alguém que você nunca havia visto antes.” “E… Por quê me prender aqui?” “Pela esperança de poder te encontrar outra vez.” Eu não escondia a minha surpresa, nem a minha felicidade idiota estampada no meu rosto. Ele não escondia o cigarro de maconha que eu notei no bolso, a bermuda rasgada e o jeito largadão. E nós, não escondíamos a vontade de que nos encontrássemos novamente. Talvez no muro, no ponto de ônibus ou até dentro de um. A gente só… Queria um “play again”.
Luana Rabello, ac-alma. 

un-reason asked: Ta no meu Follow friday anjo *--*

obrigada pfta

[][]


— Nada do que eu faço está bom.
— Por que você sempre tem esse pensamento pessimista?
— Acho que é mais choque de realidade, talvez seja para evitar decepções no futuro.
— Mas otimismo também ajuda, sabia?
— Não no meu ponto de vista. Ser otimista demais, prejudica. A pessoa se esforça muito, no final não acontece o que ela quer e pronto, fudeu com tudo.
— Porém, nada se consegue pensando desse modo. Todos nós precisamos nos esforçar para conseguir o que tanto queremos. Nossos sonhos precisam ser a base de conexões boas. Pensando que tudo vai dar errado, é aí que literalmente ocorre o indesejado.
— Oras, então me ensina a pensar do seu jeito? Não sou pessimista, sou realista comigo mesma.
— Desse modo? Você só tem a perder, e acredite, o que estou dizendo é para o teu próprio bem.
— Eu sei e lhe agradeço de verdade, mas o que faço não é suficiente para mim, entende?
— Pois deveria ser. Você é tão cabeça-dura. Custa, ao menos uma vez, pensar alto? Deixar com que sua imaginação voe longe capaz de alcançar os sonhos mais inesperados?
— É difícil sim. Me deparei pensando nisso inúmeras vezes, e cheguei a conclusão de que quem quer demais, tem de menos. Cada coisa tem seu tempo, adiantar a decisão não vai ser nada legal.
— Você tem tanto medo de não saber o que fazer, caso não dê certo?
— Você não imagina como. Me dá arrepios só de pensar.
— Sabe o que é pior? Pensar pequeno. Não sonhar. Você acaba não tendo nada, se tornando uma pessoa vazia.
— Eu sei. É que não aguento mais colocar expectativas em alguém e depois me dar mal. Fico sem saber como agir. Isso já aconteceu inúmeras vezes, e agora é como se eu usasse uma capa de proteção para evitar opções mais dolorosas.
— Mas essa é a vida. Ela não possui roteiros. É completamente imprevisível. Não é necessário ter todas as respostas ou ficar construindo um manual para viver. É só deixar acontecer, mudando apenas o que você achar que for realmente necessário e tudo vai se encaixando como tem que ser.
— O que eu preciso, então?
— Ué, do otimismo. Quando você confia em si mesma, apaga o medo e acende a coragem. Encontra a luz no fim do túnel.
— Tudo bem. O problema é que essa luz está demorando a chegar. É assim mesmo? Vou sofrer muito antes de ser feliz?
— Preste atenção. Isso de ser feliz eternamente é uma mentira inventada pelo ser humano! A vida é formada por fases. Fases de alegria e de tristeza. Ninguém consegue estar bem vinte e quatro horas por dia. A diferença é que uns buscam uma forma de se reerguer e outros não. Preferem se afundar na dor e falhar na missão. Na missão de viver.
— Obrigada. Vou tentar ser mais positiva de hoje em diante.
— De nada. Ah, vou te dar outro conselho: se ama. De verdade. Coloca a tua autoestima no topo. Quem tem amor próprio, topa qualquer parada. Eu garanto.
Larissa Nunes e Mayne Silva (Ourdrafts)

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“Eu só queria alguém que dissesse eu te amo repetidas vezes, que perdesse uma noite inteira de sono me olhando dormir, que fizesse cócegas em mim só pra me arrancar um sorriso, e que descobrisse todos os dias, que esse sorriso é tudo em sua vida.Eu só queria alguém que fizesse eu me apaixonar todos os dias, que me surpreendesse com tantas demonstrações de amor, que me roubasse um beijo no momento em que eu mais preciso, alguém que nos dias de chuva assista um filme e coma pipoca até ficar com dor de barriga, que ficasse até tarde conversando comigo no msn sobre coisas bobas, alguém que eu pudesse olhar nos olhos e ver o quanto sou importante, o quanto sou amada, e o quanto tudo isso irá durar. Alguém que fizesse eu me sentir especial a todo o momento, alguém que me mostrasse a beleza das coisas nos pequenos detalhes, alguém que sorrisse a me ver sorrindo, alguém que bagunce o meu cabelo assim que eu tiver acabado de arrumar. Isso me irritaria no momento, mas depois eu iria rir de tudo. Eu só preciso de alguém que precise de mim, alguém que me proteja que me cuide, que me mime e que me chame de palavras bonitas, mas que também me xingue de vez enquanto, alguém que brinque comigo e que faça coisas que me irritem. Eu só preciso me sentir amada pelo menos uma vez na vida. Preciso acordar, e receber um belo bom dia, e um café na cama. Só quero encontrar a felicidade. Quero um amor, mais não pra sempre, pois pra sempre acaba, quero um amor que me faça se sentir renovada, diferente e feliz. Quero um alguém que me ligue de madrugada só pra dizer que me ama. Que me acorde as 6:00 da manhã só pra me irritar. Quero alguém que me diga “você é linda de cabelo despenteado”. Quero apenas um amor, imperfeito perfeito.” - Lari, Mallú e Gabi (fortalecidas)


memoriastrancafiadas replied to your post: memoriastrancafiadas answered your question:…

n te perguntei fia

não gosto de você ainda.


Ah o passado! Quantas atitudes eu considerava errada e hoje vejo que foi a melhor que pude tomar dentre de tantas outras. Atitude que me fez sentir humilhada e por outro lado me fez sentir a pessoa mais apaixonada desse mundo. Eu me senti realmente muito humilhada.. Engraçado isso, logo eu, a pessoa mais orgulhosa do mundo. Tantas coisas já perdi por orgulho e não estava afim de perder o meu bem mais precioso. A pessoa que me fazia sentir viva, amada. Sabia tudo sobre mim, deixava o meu dia mais lindo, fazia o meu mundo girar e dava o real sentido pra minha vida. Simplesmente, não podia perdê-lo por um simples orgulho estúpido. Foi ai que pela primeira vez na vida, que o amor falou mais alto que o orgulho. E este foi totalmente deixado de lado e esquecido, e eu sei que essa atitude mudou completamente o meu mundo hoje. Não foi fácil passar por tudo sem pensar no meu orgulho sendo pisado. Estava me humilhando completamente por ele, em pouco tempo de namoro, sem saber se valeria ou não á pena, se ele seria ou não meu e se ele não me acharia uma completa idiota. Nada disso importava pelo menos eu estava tentando e algo no meu interior dizia que valeria a pena, e que quando desse certo eu olharia pra trás e iria me sentir orgulhosa, um orgulho bom, é claro. E hoje eu realmente posso olhar pra trás e ver que realmente valeu á pena, cada minuto me humilhando, cada palavra de perdão mesmo sem estar errada, cada atitude. E sim, eu faria tudo novamente. Pois hoje hoje eu tenho o seu amor e o seu carinho, e o principal, posso ter certeza do seu amor por mim e de que você é realmente e somente meu.O reconhecimento por essa atitude e por todo esse tempo fazendo de tudo pra gente dar certo chegou, e hoje eu vivo mais feliz do que nunca, com a pessoa que eu amo. E parece que tudo se ajeitou e me sinto totalmente realizada. Tai Andrade (s-u-t-i-l-e-z-a)


memoriastrancafiadas answered your question: oi

oi

como vai seu boi?

dláça[çf[s~fs

não gosto de você


Clichê? A vida tá cheia disso.

Assuntos clichês, palavras clichês, textos clichês. Eu estou quase acreditando que tudo é baseado nessa palavrinha estranha: clichê. E o engraçado é que as pessoas tentam fugir do que é repetitivo e acabam fazendo o contrário. Vão se enrolando mais ainda em situações entediantes e habituais. Aí vai um segredinho que todos precisam saber… Tudo é clichê. Tudo. O homem já nem cria mais nada, apenas copia. Um computador portátil é uma cópia adaptada de um computador de mesa, o Facebook é uma pré copia mais avançada do Orkut, o Mc Donald’s é uma cópia do Bob’s que teve mais sucesso, o Hitler é uma cópia do demônio que teve mais influência do que o próprio… É aquele processo. Copia e cola. Pequenos escritores pegam inspiração para seus textos em grandes escritores. O Brasil que antes tinha uma cultura totalmente original, agora com a globalização faz de tudo para parecer um país europeu, sem êxito. Esses cantores famosos dos Estados Unidos que estão fazem sucesso dão uma disfarçada básica e fingem que criaram uma música totalmente inovadora, quando na verdade cataram uma modinha daqui e dali. É sempre bom tentar fugir do maldito clichê. O problema é que ele está em todo lugar. Uma grande invenção é tirada de outra. Todo mundo já cansou de ouvir que filho de peixe, peixinho é. Sendo que hoje os filhos não se parecem nadinha com os pais, devido a um século diferente e moderno. Aquele ditado “antes só do que mal acompanhado” é tão clichê que dá nervoso. Afinal, ninguém tá afim de ficar sozinho ou de beijar a solidão todos os dias. As novelas recentes, então… Um poço de tédio total. Mudam os personagens, e os fins continuam iguais. Mocinhos se dão bem e vilões se dão mal. Filmes são outros. Vomitam clichê, praticamente. É filme de robôs, vampiros e guerreiros pra todo lado. De patricinhas de colégio, de mocinhas tímidas e sonhadoras… O mesmo cardápio visual. Assim como o pão com manteiga e leite com achocolatado diário no café da manhã. Eu me rendo, na boa. Gosto de diferenças e de sair da rotina, mas desisto de achar que ainda há espaço para novidades. Ninguém está mais se surpreendendo com nada.
O novo agora é velho. Mayne Silva 

1 day ago · 184 notes · reblog
originally linhasgastas · via excusess

To a fim de ouvir um rock. Esbanjar sorrisos, e contagiar pessoas. To a fim de viver à vida de forma inusitada. Sem medos ou tais inseguranças. To a fim de realizar aquele antigo sonho, a fim de cumprir aquela antiga promessa de ser feliz. Sem precisar de ninguém para isso. Só eu mesma. Sem precisar de algo que queiras fazer isso por mim. Não que eu seja complexa. Não que eu queira ver-me sozinha. Só quero fazer as coisas do jeito certo. Só quero ver-me livre de tais brigas, de preocupações, problemas, criticas, hipocrisias, e certamente falsidade. Não quero isso pra mim. E não desejo isso a ninguém. Nem ao que mais me machucou, nem ao que mais me criticou e me desajustou. Nem ao que me fez mudar. E se você acha que sinto saudades de como eu era? Tem vezes que sim, tem vezes que não. Pois naquela época, era ingenuidade demais para enxergar tamanho mal em tais indivíduos que só me fizeram sofrer. Mas ao mesmo tempo, naquela época eu era realmente feliz. Por completo. Por simplesmente sorrir com sinceridade. Sem precisar de motivos para fazer tal atitude. Mas certas vezes é preciso à mudança. É preciso o renascer. Porém quase ninguém consegue enxergar porque tal pessoa mudou. Ninguém consegue ver que aquela pessoa está sofrendo. Ninguém se importa com o que ela vai sentir se às vezes a criticamos de forma dura. Ninguém se importa com os sentimentos dos outros, ao não ser com o deles mesmos. Mas um dia eles irão sentir o mesmo que você. Não que isso seja tal revanche. Isso só é a vida mostrando o que é realmente viver. Isso só são os descasos que certamente irão aparecer para aqueles que não conseguem enxergar que podem sim machucar alguém por simples palavras mal ditas. Isso é o que verdadeiramente é preciso. Aprender com seus erros. E superar o que fora sofrido por um bom tempo ao além da escuridão propriamente dita. Mesmo ela não sendo fácil de compreensão. Todos irão aprender algum dia a viver de forma melhor. A saber, lidar mais com toda essa confusão que acontece dentro de si. Com toda essa bagunça criada por nós mesmos, diante de situações que à vida acalenta ter. Mas sabe do que to mais a fim de fazer? Viver e sorrir. Conquistar e sonhar. Dançar e cantar. Sem medo do que os outros irão achar. Só com a tal segurança de si. E acho que todos deveriam fazer o mesmo. Acho também, que as pessoas seriam mais sorridentes se fizessem isso. Acredite. Nós só somos assim porque nos preocupamos demais do que os outros irão achar de tal atitude nossa. Isso é a que verdade.” - (boneca-enigmatica)